Turismo ganha selo para o exterior
Embratur vai investir R$ 24 milhões na divulgação do Brasil para atrair visitantes estrangeiros . Para atrair mais turistas estrangeiros para o território brasileiro em plena crise econômica internacional, foi assinado, durante abertura do 4o Salão de Turismo, em São Paulo , acordo de cooperação da campanha “Brasil Now”, que visa oferecer vantagens e promoções para destinos brasileiros no exterior. A iniciativa, que deixou de ser uma promoção para tornar-se programa oficial, é uma parceria entre a idealizadora Embratur e diversas entidades e empresas do setor turístico, como Brazilian Incoming Travel Organization (Bito), Associação Brasileira de Resorts (ABR), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) e Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), além das companhias aéreas TAM, Gol/Varig e TAP.
O selo Brasil Now identifica promoções oferecidas por empresas aéreas, hotéis e empresas de turismo a operadores internacionais que comercializam pacotes de destinos brasileiros no exterior. A primeira fase da promoção começou com tarifas diferenciadas para pacotes para o Rio de Janeiro, comercializados desde maio nos Estados Unidos e países da América do Sul. A próxima etapa é agregar, a partir de setembro, operadores turísticos europeus e voos para outras cidades brasileiras.
Segundo Jeanine Pires, presidente da Embratur, entre junho e setembro terão sido investidos R$ 24 milhões em divulgação no exterior. O selo Brasil Now também foi incorporado à campanha publicitária “Brasil Sensacional”, voltada para o consumidor final, que está sendo veiculada em dez países: Argentina, Chile, Peru, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Itália, França, Inglaterra e Alemanha.
O Ministério do Turismo é atendido por duas agências: Giacometti e Artplan. “Vamos trabalhar com mobiliário urbano, revistas de turismo, metrô e headlines na CNN, mas o grande foco é a internet”, destaca Jeanine.
Crise e gripe
A campanha para trazer mais visitantes para o Brasil pode minimizar os impactos já sofridos pelo turismo nacional por conta da crise. De janeiro a maio, os gastos de estrangeiros no País caíram 12%, enquanto os brasileiros gastaram 22 % a menos no exterior. “A crise econômica afetou a vinda de norte-americanos e europeus, mas temos compensado com o turismo doméstico”, enfatizou o ministro do Turismo, Luiz Barreto, lembrando que 85% da renda do setor vêm dos próprios brasileiros. O setor é responsável por 2,6% do PIB nacional.
Em relação à gripe suína (H1N1) e à recomendação do Ministério da Saúde para adiamento de viagens para lugares como Argentina e Chile, Barreto destacou que alguns destinos de serras brasileiras, como Campos do Jordão (SP), Gramado e Canela (RS), podem receber mais visitantes. Ele não acredita que o turismo brasileiro será afetado. “Aposto que o mercado doméstico vai ter um bom mês de julho”, afirma.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Carlos Alberto Ferreira, estima-se que de 20% a 30% dos pacotes para a Argentina sejam cancelados em julho. “Era previsto um fluxo de 40 mil a 50 mil brasileiros para Bariloche neste ano e mais de 300 mil para Buenos Aires. Não sabemos quantos irão”, admite Ferreira.
Data: 20/07/2009
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